Um lugar para compartilhar ideias, experiências e olhares sobre a vida e sobre um pouco do mundo...
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
Porque canja de galinha e um pouco de Roberto Freire, não faz mal a ninguém...
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Roberto Freire - Ame e dê vexame
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Por aprendizados mais doces...
É recorrente ouvirmos por aí que devemos aprender com os
erros e com os medos, mas os aprendizados mais profundos e significativos vieram
para mim por meio do amor, da liberdade, do carinho e do tesão pela vida.
Desejo um mundo em que os aprendizados sejam transmitidos com docilidade,
paciência e gentileza, para mi (m) faz mais sentido...
sábado, 10 de dezembro de 2011
Censura pouca é bobagem
Depois de censurarem o grafite do artista Beto Silva em um muro do canteiro de obras da futura estação Adolfo Pinheiro, em Santo
Amaro, que retrata o super
coxinha correndo de cacetete na mão atrás da galera (qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência), parece que o Metrô de São Paulo voltou
atrás da CENSURA.
Diz a lenda: "IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (Constituição de 1988 -TÍTULO II -Dos Direitos e Garantias Fundamentais - CAPÍTULO I -DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS). Será para inglês ver?
Diz a lenda: "IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (Constituição de 1988 -TÍTULO II -Dos Direitos e Garantias Fundamentais - CAPÍTULO I -DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS). Será para inglês ver?
| Fonte da imagem: http://comentandocomentado.blogspot.com/ |
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Às vezes, é preciso ir para Taboquinhas
Já dizia
Chico Buarque: “tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu”, a
urbe caótica com os seus atrasos e as dificuldades para ir e vir, os problemas cotidianos,
a falta de perspectivas e de esperança e uma semana sem hatha yoga são fatores
que me provocam um questionamento
básico: O que estou fazendo aqui? Nestes momentos bate um desânimo e a vontade
de mandar tudo “pra aquele” lugar e fugir para Shangrilá.
O que estou
fazendo aqui? Estamos tão no piloto automático, das cobranças, dos prazos, que
deixamos passar a reflexão sobre o que estamos fazendo e com o que estamos
lidando. No meio de turbilhão de pensamentos, me lembrei da minha visita à Taboquinhas,
um município do Sul da Bahia, onde conheci Beto e sua família.
Taboquinhas
é um vilarejo, cercado por roças de cacau, de pequenos produtores, depois de
caminhar umas duas horas, cheguei a pequena propriedade do Beto, ele produz cacau
em pequena escala, de uma maneira artesanal, este conhecimento foi herdado de seu pai, o
seu pai herdou do seu avó... Em nossa conversa descobri várias coisas, que as
terras daquela região pertenciam aos quilombolas, fiquei sabendo sobre a crise
do cacau da década de 90, sobre o enxerto de plantas para combater as pragas,
experimentei o “mel do cacau”, comi um monte de frutas que não conhecia, tomei
água do coco fresquinha, entre outras peripécias. Na casa do Beto não tem
energia elétrica, se caminha muito para chegar ao vilarejo, é muito difícil transportar
qualquer coisa, não tem vizinhos e há um contato íntimo com a natureza. O Beto
não frequentou a faculdade, nem cursos de capacitação de média ou curta duração,
mas sua criatividade e o conhecimento sobre o cacau e a região que ele vive, me
impressionou, muito mais do que a fala de muito doutor que já vi por aí, o
conhecimento sobre a natureza, sobre a vida das pessoas me encantou e me
ensinou um tanto naquela tarde de setembro que passamos juntos.
Estou
falando de Taboquinhas e deste encontro, porque enquanto estava imersa naqueles
pensamentos chatos que comentei no início do meu texto, me lembrei que existem
outros lugares, outros modos de vida, diferentes modos de contar histórias e
conviver com as nossas memórias, o
encontro com o Beto e sua galera me mostrou isto, com simplicidade e com a
docilidade parecida com a do mel do cacau, nos momentos de caos é bom ter um
reservatório de boas lembranças dentro de si para que elas equilibrem nosso
presente inconstante e nosso futuro tão incerto.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Dia do samba?
Me contaram que hoje é o dia do samba, tenho percebido que ultimamente, todos os dias é dia de alguém ou de alguma coisa, Dia da Sogra, Dia do Padeiro, Dia do Amigo, Dia do Beijo, Dia dos Namorados, Dia dos Ex-Namorados, Dia do Taxista, Dia dos Vidreiros, Dia da Árvore, Dia das Donas de Casa Divorcidadas e Sensuais, entre outros. Talvez tenhámos que recorrer as datas para nos lembrar do que não está mais integrado ao nosso cotidiano, um lampejo de memória para iluminar nossos esquecimentos pós-modernos.
Penso que não há dia para o amor, não há dia para o samba, não há dia para a música, não há dia para a vida, mas sim todos os instantes enquanto dure a nossa breve existência ou se você não quiser, nenhum, simples assim...De qualquer maneira, salve o samba e salve o rock in roll também!
As travessuras da menina má, de Mario Vargas Llosa
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Esta foi uma leitura que me surpreendeu, a
escolha pelo livro, se deu da mesma maneira que por vezes também escolho minhas
roupas e sapatos:
estava em promoção e disponível na Internet. Sabia que se tratava do Nobel de
Literatura de 2010, mas não conheço quase nada sobre este senhor que ao que
parece teve uma vida política “endireitada” no Peru.
Comecei sem
muita expectativa a acompanhar as aventuras de Ricardo Somurcio que como tantos
outros pobres mortais do sexo dito menos frágil “los hombres”, se apaixona por
uma mulher que aparentemente não presta e não têm escrúpulos, mas por outro
lado interessantíssima inicialmente chamada Lily, uma camaleoa que vai
mostrando que Ricardo envelhece, sofre, mas não consegue se desvencilhar das
desventuras do amor. A historieta de amor tem “pimenta”, Llosa faz descrições
minuciosas dos encontros em quartos de hotel de quinta categoria, em quartos de
hotel cinco estrelas e em espaços e situações bem inusitados, mas isto não é
tudo, Llosa nos leva para uma viagem ao Peru de 1950, a Paris de 1960, a
Londres da década de 70, entre outros lugares, descrevendo paisagens e cenários
políticos, sociais e culturais com uma vivacidade que salta das páginas, é como se ele
pintasse as histórias de verdade que ouvimos falar, como as revoluções
latino-americanas da década de 60 e o mundo pós-guerra fria dos anos 80.
Este é um daqueles
livros que faz trair as estimativas de tempo e me fez encurtar as minhas
seis horas de sono diárias para saber qual seria a próxima travessura da menina
má.
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