sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

As travessuras da menina má, de Mario Vargas Llosa



Esta foi uma leitura que me surpreendeu, a escolha pelo livro, se deu da mesma maneira que por vezes também escolho minhas roupas e sapatos: estava em promoção e disponível na Internet. Sabia que se tratava do Nobel de Literatura de 2010, mas não conheço quase nada sobre este senhor que ao que parece teve uma vida política “endireitada” no Peru.
Comecei sem muita expectativa a acompanhar as aventuras de Ricardo Somurcio que como tantos outros pobres mortais do sexo dito menos frágil “los hombres”, se apaixona por uma mulher que aparentemente não presta e não têm escrúpulos, mas por outro lado interessantíssima inicialmente chamada Lily, uma camaleoa que vai mostrando que Ricardo envelhece, sofre, mas não consegue se desvencilhar das desventuras do amor. A historieta de amor tem “pimenta”, Llosa faz descrições minuciosas dos encontros em quartos de hotel de quinta categoria, em quartos de hotel cinco estrelas e em espaços e situações bem inusitados, mas isto não é tudo, Llosa nos leva para uma viagem ao Peru de 1950, a Paris de 1960, a Londres da década de 70, entre outros lugares, descrevendo paisagens e cenários políticos, sociais e culturais com uma vivacidade que salta das páginas, é como se ele pintasse as histórias de verdade que ouvimos falar, como as revoluções latino-americanas da década de 60 e o mundo pós-guerra fria dos anos 80.
Este é um daqueles livros que faz trair as estimativas de tempo e me fez encurtar as minhas seis horas de sono diárias para saber qual seria a próxima travessura da menina má. 

2 comentários:

  1. Mi, li esse livro antes do Nobel e me apaixonei pelo autor. Na época também perdi noites de sono, e pior, deixei de lado vários textos acadêmicos, começava com eles e acabava na Menina Má..rs..Depois já peguei vários do Llosa, mas nenhum é tão gosotoso!

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  2. Fazia tempo que uma leitura não me prendia tanto, estou com vontade de ler outros dele, mas bom vc ter antecipado que não são tão apetitosos. Valeu Mari! Beijos

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