Meu caro amigo me perdoe, por favor, mas não dá para sorrir
e ser bem-humorado o tempo inteiro, há um limite. Entende? Há dias em que o dia
sorri para você e outros não, há dias que você quer fazer parte do todo,
conspirar com o universo e há dias que você precisa estar sozinho para fazer um
ensaio do que é estar sozinho, porque chegamos neste mundo e partiremos assim,
fato! Tem tempos que queremos arduamente as fotografias coloridas, mas há
momentos que as cores ofuscam e você prefere os retratos em preto e branco.
Gosto de observar os movimentos da natureza, as árvores não estão carregadas de
frutos e flores o tempo inteiro, há aquelas fases nas quais elas ficam tristonhas,
desprovidas de folhas, tímidas, fase necessária para elas chegarem a espalhar a
vida no tempo que considerem certo. Mas o mundão quer sorrisos, quer frases “Cara,
eu tô tão feliz!!!”, quer comentários otimistas nas miseráveis redes sociais: “Meeeeu
que dia super lindo!!!”. Qualquer coisa que fuja das palavras de ordem do “amor”
e da “alegria” é vista como transtorno. Pensemos...
Um lugar para compartilhar ideias, experiências e olhares sobre a vida e sobre um pouco do mundo...
sábado, 26 de maio de 2012
domingo, 6 de maio de 2012
Domingo no parque
Há pouco
tempo descobri o Parque da Juventude, próximo da minha casa, como boa
paulistana deixo de conhecer lugares incríveis, por falta de tempo, interesse
ou energia. Neste parque já vi bons shows em domingos pela manhã, mas a
dinâmica de ver o show, caminhar um pouco e voltar para casa, faz com que
detalhes bonitos de um domingo ao ar livre, em um lugar público passem desapercebidos.
No contra fluxo dos grandes eventos, outro dia fiz um pic nic por lá para
comemorar o aniversário de uma grande amiga e pude observar os arredores com
calma o que fez com que absorvesse imagens e sensações muito bonitas.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
Impressões depois de ir ao cinema em uma sexta-feira santa...
Existem muitas maneiras de compartilhar uma história e de
construir memórias, depois de assistir o filme Xingu, me senti tocada por ter
contato a trajetória dos irmãos Villas Boas, que conhecia muito pouco das
parcas leituras que fiz ao estudar um pouco de antropologia no meu curso de
História. Após assistir o filme o sentimento que tive foi: “Legal que houve esta iniciativa”, mas ao
mesmo tempo não pude deixar de pensar que nossa sociedade tem mil maneiras de
contar suas histórias (e a dos outros), por meio de inúmeros recursos e
linguagens, seremos no mínimo inocentes achando que podemos contar todas as
histórias com as nossas parafernálias tecnológicas e rigores intelectuais. Estou
convencida de que boa parte das sociedades indígenas transmitem suas memórias através
da oralidade e este é um território muito difícil de penetrarmos, não achemos
que há um jeito melhor ou pior de “contar algo”, mas aceitemos que existem
muitos modos e ângulos diferentes e por mais que seja bonita uma história
contada por um “cara pálida”, não quero correr o risco de acreditar que esta
seja suficiente.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Sim, somos buarquianas...
Passeando
pelas calçadas cariocas, com duas boas amigas chegamos a conclusão que Chico
Buarque é um cara que entende da alma feminina. Óbvio que não descobrimos a
América, os senhores jornalistas entoam esta frase quase como um mantra, mas
pensando juntas sobre o momento de cada uma e sobre as aventuras e desventuras
dos amores e da vida, concluímos que Chico nos presenteia com uma bela música
para cada ocasião. Chico veste nossa alma, desenhando os cenários e figurinos,
que se modificam a todo instante, afinal, somos camaleoas, muitas já passaram
pelo estado de menina de tranças ingênua, menina da dança vigiada por algum
abutre, mulheres amantes, (des) amadas, despeitadas, resolvidas, enlouquecidas,
confusas e plenas. É muito bom poder contar com uma trilha sonora e um
entendimento para tudo isto. Bom, chega de conversa, aí vai um pouco de Chico
Buarque, temperando as graças e desgraças da
existências femininas.
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