sábado, 7 de abril de 2012

Impressões depois de ir ao cinema em uma sexta-feira santa...


Existem muitas maneiras de compartilhar uma história e de construir memórias, depois de assistir o filme Xingu, me senti tocada por ter contato a trajetória dos irmãos Villas Boas, que conhecia muito pouco das parcas leituras que fiz ao estudar um pouco de antropologia no meu curso de História. Após assistir o filme o sentimento que tive foi:  “Legal que houve esta iniciativa”, mas ao mesmo tempo não pude deixar de pensar que nossa sociedade tem mil maneiras de contar suas histórias (e a dos outros), por meio de inúmeros recursos e linguagens, seremos no mínimo inocentes achando que podemos contar todas as histórias com as nossas parafernálias tecnológicas e rigores intelectuais. Estou convencida de que boa parte das sociedades indígenas transmitem suas memórias através da oralidade e este é um território muito difícil de penetrarmos, não achemos que há um jeito melhor ou pior de “contar algo”, mas aceitemos que existem muitos modos e ângulos diferentes e por mais que seja bonita uma história contada por um “cara pálida”, não quero correr o risco de acreditar que esta seja suficiente.

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