Existem muitas maneiras de compartilhar uma história e de
construir memórias, depois de assistir o filme Xingu, me senti tocada por ter
contato a trajetória dos irmãos Villas Boas, que conhecia muito pouco das
parcas leituras que fiz ao estudar um pouco de antropologia no meu curso de
História. Após assistir o filme o sentimento que tive foi: “Legal que houve esta iniciativa”, mas ao
mesmo tempo não pude deixar de pensar que nossa sociedade tem mil maneiras de
contar suas histórias (e a dos outros), por meio de inúmeros recursos e
linguagens, seremos no mínimo inocentes achando que podemos contar todas as
histórias com as nossas parafernálias tecnológicas e rigores intelectuais. Estou
convencida de que boa parte das sociedades indígenas transmitem suas memórias através
da oralidade e este é um território muito difícil de penetrarmos, não achemos
que há um jeito melhor ou pior de “contar algo”, mas aceitemos que existem
muitos modos e ângulos diferentes e por mais que seja bonita uma história
contada por um “cara pálida”, não quero correr o risco de acreditar que esta
seja suficiente.
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