domingo, 6 de maio de 2012

Domingo no parque


Há pouco tempo descobri o Parque da Juventude, próximo da minha casa, como boa paulistana deixo de conhecer lugares incríveis, por falta de tempo, interesse ou energia. Neste parque já vi bons shows em domingos pela manhã, mas a dinâmica de ver o show, caminhar um pouco e voltar para casa, faz com que detalhes bonitos de um domingo ao ar livre, em um lugar público passem desapercebidos. No contra fluxo dos grandes eventos, outro dia fiz um pic nic por lá para comemorar o aniversário de uma grande amiga e pude observar os arredores com calma o que fez com que absorvesse imagens  e sensações muito bonitas.






sábado, 7 de abril de 2012

Impressões depois de ir ao cinema em uma sexta-feira santa...


Existem muitas maneiras de compartilhar uma história e de construir memórias, depois de assistir o filme Xingu, me senti tocada por ter contato a trajetória dos irmãos Villas Boas, que conhecia muito pouco das parcas leituras que fiz ao estudar um pouco de antropologia no meu curso de História. Após assistir o filme o sentimento que tive foi:  “Legal que houve esta iniciativa”, mas ao mesmo tempo não pude deixar de pensar que nossa sociedade tem mil maneiras de contar suas histórias (e a dos outros), por meio de inúmeros recursos e linguagens, seremos no mínimo inocentes achando que podemos contar todas as histórias com as nossas parafernálias tecnológicas e rigores intelectuais. Estou convencida de que boa parte das sociedades indígenas transmitem suas memórias através da oralidade e este é um território muito difícil de penetrarmos, não achemos que há um jeito melhor ou pior de “contar algo”, mas aceitemos que existem muitos modos e ângulos diferentes e por mais que seja bonita uma história contada por um “cara pálida”, não quero correr o risco de acreditar que esta seja suficiente.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sim, somos buarquianas...

Passeando pelas calçadas cariocas, com duas boas amigas chegamos a conclusão que Chico Buarque é um cara que entende da alma feminina. Óbvio que não descobrimos a América, os senhores jornalistas entoam esta frase quase como um mantra, mas pensando juntas sobre o momento de cada uma e sobre as aventuras e desventuras dos amores e da vida, concluímos que Chico nos presenteia com uma bela música para cada ocasião. Chico veste nossa alma, desenhando os cenários e figurinos, que se modificam a todo instante, afinal, somos camaleoas, muitas já passaram pelo estado de menina de tranças ingênua, menina da dança vigiada por algum abutre, mulheres amantes, (des) amadas, despeitadas, resolvidas, enlouquecidas, confusas e plenas. É muito bom poder contar com uma trilha sonora e um entendimento para tudo isto. Bom, chega de conversa, aí vai um pouco de Chico Buarque, temperando as graças e desgraças da existências femininas.

Aquele estado idílico de quando estamos perdidamente apaixonadas e sem noção do mundo:

Para aqueles momentos que percebe que é o fim da linha e resolve dar o aviso prévio para o cidadão:

Chegada a hora de pegar as tralhas e ir embora, naquele estadinho meio cão sem dono: