sábado, 7 de abril de 2012

Impressões depois de ir ao cinema em uma sexta-feira santa...


Existem muitas maneiras de compartilhar uma história e de construir memórias, depois de assistir o filme Xingu, me senti tocada por ter contato a trajetória dos irmãos Villas Boas, que conhecia muito pouco das parcas leituras que fiz ao estudar um pouco de antropologia no meu curso de História. Após assistir o filme o sentimento que tive foi:  “Legal que houve esta iniciativa”, mas ao mesmo tempo não pude deixar de pensar que nossa sociedade tem mil maneiras de contar suas histórias (e a dos outros), por meio de inúmeros recursos e linguagens, seremos no mínimo inocentes achando que podemos contar todas as histórias com as nossas parafernálias tecnológicas e rigores intelectuais. Estou convencida de que boa parte das sociedades indígenas transmitem suas memórias através da oralidade e este é um território muito difícil de penetrarmos, não achemos que há um jeito melhor ou pior de “contar algo”, mas aceitemos que existem muitos modos e ângulos diferentes e por mais que seja bonita uma história contada por um “cara pálida”, não quero correr o risco de acreditar que esta seja suficiente.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sim, somos buarquianas...

Passeando pelas calçadas cariocas, com duas boas amigas chegamos a conclusão que Chico Buarque é um cara que entende da alma feminina. Óbvio que não descobrimos a América, os senhores jornalistas entoam esta frase quase como um mantra, mas pensando juntas sobre o momento de cada uma e sobre as aventuras e desventuras dos amores e da vida, concluímos que Chico nos presenteia com uma bela música para cada ocasião. Chico veste nossa alma, desenhando os cenários e figurinos, que se modificam a todo instante, afinal, somos camaleoas, muitas já passaram pelo estado de menina de tranças ingênua, menina da dança vigiada por algum abutre, mulheres amantes, (des) amadas, despeitadas, resolvidas, enlouquecidas, confusas e plenas. É muito bom poder contar com uma trilha sonora e um entendimento para tudo isto. Bom, chega de conversa, aí vai um pouco de Chico Buarque, temperando as graças e desgraças da existências femininas.

Aquele estado idílico de quando estamos perdidamente apaixonadas e sem noção do mundo:

Para aqueles momentos que percebe que é o fim da linha e resolve dar o aviso prévio para o cidadão:

Chegada a hora de pegar as tralhas e ir embora, naquele estadinho meio cão sem dono:

Nas ocasiões em que você leva aquele “chega pra lá”, mas a dignidade fala mais alto e vem a reação em grande estilo (adoro!):

Quando sentimos que perdemos quase tudo, que todos nos olham de banda, mas sabemos que somos fênix e tudo vai ficar mais ou menos bem...

Livres, leves e soltas...