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segunda-feira, 9 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
Impressões depois de ir ao cinema em uma sexta-feira santa...
Existem muitas maneiras de compartilhar uma história e de
construir memórias, depois de assistir o filme Xingu, me senti tocada por ter
contato a trajetória dos irmãos Villas Boas, que conhecia muito pouco das
parcas leituras que fiz ao estudar um pouco de antropologia no meu curso de
História. Após assistir o filme o sentimento que tive foi: “Legal que houve esta iniciativa”, mas ao
mesmo tempo não pude deixar de pensar que nossa sociedade tem mil maneiras de
contar suas histórias (e a dos outros), por meio de inúmeros recursos e
linguagens, seremos no mínimo inocentes achando que podemos contar todas as
histórias com as nossas parafernálias tecnológicas e rigores intelectuais. Estou
convencida de que boa parte das sociedades indígenas transmitem suas memórias através
da oralidade e este é um território muito difícil de penetrarmos, não achemos
que há um jeito melhor ou pior de “contar algo”, mas aceitemos que existem
muitos modos e ângulos diferentes e por mais que seja bonita uma história
contada por um “cara pálida”, não quero correr o risco de acreditar que esta
seja suficiente.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Sim, somos buarquianas...
Passeando
pelas calçadas cariocas, com duas boas amigas chegamos a conclusão que Chico
Buarque é um cara que entende da alma feminina. Óbvio que não descobrimos a
América, os senhores jornalistas entoam esta frase quase como um mantra, mas
pensando juntas sobre o momento de cada uma e sobre as aventuras e desventuras
dos amores e da vida, concluímos que Chico nos presenteia com uma bela música
para cada ocasião. Chico veste nossa alma, desenhando os cenários e figurinos,
que se modificam a todo instante, afinal, somos camaleoas, muitas já passaram
pelo estado de menina de tranças ingênua, menina da dança vigiada por algum
abutre, mulheres amantes, (des) amadas, despeitadas, resolvidas, enlouquecidas,
confusas e plenas. É muito bom poder contar com uma trilha sonora e um
entendimento para tudo isto. Bom, chega de conversa, aí vai um pouco de Chico
Buarque, temperando as graças e desgraças da
existências femininas.
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