quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Por que vivo de amores pelo carnaval?


Bloco da  Orquestra Voadora no Aterro do Flamengo, RJ, 2011

Acho que as pessoas se dividem em três categorias: as que amam o carnaval, as que odeiam o carnaval e as neutras, que não dão a mínima para ele. Em alguns anos me enquadrei na terceira categoria, usava o feriado prolongado para fugir de São Paulo e passar alguns dias em alguma praia tranquila, distante de batuques e pessoas fantasiadas...
Penso que quem não gosta do carnaval são mal-humorados por natureza ou pessoas religiosas que querem ficar longe da “festa cheia de pecados e excessos” (o que respeito). Sair da neutralidade para mim é um fato que está conectado com ao meu envolvimento com a festa, já desfilei em escola de carnaval de Porangaba, interior de São Paulo, já segui o cordão “Vermelho e Branco” em Socorro também no interior, mas há quatro anos a paixão ficou mais forte, um grupo de amigos criou em 2008 o bloco João Capota na Alves, que toma as ruas de Pinheiros com muito batuque e irreverência, estar com os amigos é uma das coisas que mais amo e ver a quebra da rotina paulistana com seus carros e pressas dilacerada no meio das traquinagens carnavalescas é algo muito bonito, a partir disto “brincar” o carnaval passou a ter um novo sentido para mim.
Para completar no ano passado finalmente conheci o carnaval do Rio de Janeiro, que multiplica a experiência paulistana dezenas de vezes, porque a cidade e a população respiram carnaval, em um movimento que toma as ruas e os espaços mais inusitados: é divertido ir comprar café da manhã no supermercado e se deparar com uma senhora de cinquenta anos com uma máscara cheia de brilho, ver velhos e crianças brincando com intensidade, perceber a solidariedade feminina para fabricar paredões humanos para poder fazer xixi, entre outras coisas.
O carnaval é uma pausa, mas não uma mera pausa, como férias ou feriados prolongados, é um momento cheio de risos, cores e sons, que para mim traduzem alguns dos significados da palavra “vida”.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Festa lá no Rio Vermelho...


No dia 02 de fevereiro de 2004, eu estava em Salvador na Bahia, lá no Rio Vermelho e participei desta festa linda, que é a Festa de Iemanjá. Hoje estive vontade de estar lá novamente.

Engraçado que há oito anos, eu ainda usava uma máquina digital analógica e parti para esta trip apenas com um filme de 36 poses. Ao voltar para o hostel  do seu Robson onde estava hospedada com minha grande amiga Carol recebemos os presentes da sereia. Dias de verão coloridos e bonitos foram aqueles, é gostoso lembrá-los. Logo mais vou postar um Silvano Salles, para vocês conhecerem o hit do verão baiano destes tempos...




sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Abrindo os trabalhos de 2012...

Depois de pular as sete ondas na Terra do Sol e de alguns dias entregues ao "dolce far niente" e repletos de ótimos encontros, o Mira e a Mi voltam a ativa. Sinto a necessidade ir além das mirações derivadas do nosso cotidiano urbanóide e de me deparar com outras cores, sabores, sotaques, musicalidades e realidades, fui conhecer e andar um pouco pelo Ceará e Pernambuco e trago na bagagem algumas mirações que dividirei em doses homeopáticas. 
Compartilho um vídeo com Alex Costa, anfitrião do preciosíssimo Restaurante Big Bode, falando sobre o Alto do Moura: "O maior centro de artes figurativas das Américas".
Um excelente ano para todos nós!! 

Conheçam o Alto do Moura e o Restaurante "Big Bode"

sábado, 17 de dezembro de 2011

Porque canja de galinha e um pouco de Roberto Freire, não faz mal a ninguém...



"Eu faço as minhas coisas e você faz as suas. Não estou neste mundo para satisfazer as suas expectativas e você não está neste mundo para viver conforme as minhas. Você é você, eu sou eu. E, se por acaso, nós nos encontrarmos, será maravilhoso. E se não, não há nada a fazer. Se eu faço unicamente o meu e tu o teu corremos o risco de perdermos um ao outro e, a nós mesmos. Não estou neste mundo para preencher tuas expectativas, mas estou no mundo para me confirmar a ti. Como um ser humano único para ser confirmado por ti. Somos plenamente nós mesmos somente em relação um ao outro. Eu não te encontro por acaso. Te encontro mediante uma vida atenta. Em lugar de permitir que as coisas me aconteçam passivamente. Posso agir intencionalmente para que aconteçam. Devo começar comigo mesmo, verdade, mas não devo terminar aí: a verdade começa a dois.”
Roberto Freire  - Ame e dê vexame

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Por aprendizados mais doces...


É recorrente ouvirmos por aí que devemos aprender com os erros e com os medos, mas os aprendizados mais profundos e significativos vieram para mim por meio do amor, da liberdade, do carinho e do tesão pela vida. Desejo um mundo em que os aprendizados sejam transmitidos com docilidade, paciência e gentileza, para mi (m) faz mais sentido...