domingo, 11 de março de 2012

Socorro!!! Eu não preciso de um príncipe encantado!!


Os dias de TPM significam para mim uma vontade de deixar o corpo descansar, infelizmente não há esta possibilidade nos dias ditos utéis, mas com um final de semana inteirinho para mim, minha escolha foi alugar cinco filmes, por cinco reais, ficar com os meus livros e com três Stellas Artois que estavam debaixo da escada.
Um dos filmes, tenho até vergonha de citar o nome, tratava de um romance mamão com açúcar com pitadas de humor, bem século XXI, uma moça encalhada e insegura que passou dos trinta anos e precisa encontrar um marido como única solução de sobrevivência digna. Este tema é batido, em séries, novelas, filmes, romances como os da irlandesa Marian Keyes, em alguns momentos até achei a temática divertida, mas hoje concluí que são histórias que exploram um drama humano para lá de deprimente.
Tanto se fala da liberação das mulheres, da conquista dos postos de liderança e de outras façanhas femininas, mas desde muito tempo as histórias das Cinderelas e a perseguição obstinada do grande final feliz que vem embutido com a pergunta: “Você quer casar comigo?” Continuam a espreitar meninas e mulheres colocando a felicidade como um fim e não como um processo, que deve ser constante e equilibrado,  não limitado a porra de um pedido de casamento e seus desdobramentos.
Poderia escrever dias e dias sobre isso, com base nas minhas experiências e observações, como um Marquês de Sade despirocado em sua cela, mas o que quero dizer é que as possibilidades de plenitude  e de equílibrio não estão limitadas ao fato de você ter um macho alfa colado em você ou não.
Existem múltiplos caminhos e possibilidades, sem radicalismos, eu respeito quem assume esta opção, embora sinta que em muitas circunstâncias não sou respeitada na minha, o fato de não ser uma senhora e não ter esta questão como foco da minha vida não quer dizer que eu seja uma pessoa amarga ou mal humorada. Gosto de caminhar na grama molhada, sentir o calor do sol, passar o dia na praia, viajar, comer pipoca fazendo barulhinho no cinema, gosto de crianças, de brigadeiro, de conversar com velhos simpáticos, de conhecer pessoas e não tomo ansiolíticos e nem nada parecido.
Portanto, não me aporrinhem, com esta história de marido, noivo ou namorado. Definitivamente, eu não PRECISO, de um príncipe (des) encantado!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Por que vivo de amores pelo carnaval?


Bloco da  Orquestra Voadora no Aterro do Flamengo, RJ, 2011

Acho que as pessoas se dividem em três categorias: as que amam o carnaval, as que odeiam o carnaval e as neutras, que não dão a mínima para ele. Em alguns anos me enquadrei na terceira categoria, usava o feriado prolongado para fugir de São Paulo e passar alguns dias em alguma praia tranquila, distante de batuques e pessoas fantasiadas...
Penso que quem não gosta do carnaval são mal-humorados por natureza ou pessoas religiosas que querem ficar longe da “festa cheia de pecados e excessos” (o que respeito). Sair da neutralidade para mim é um fato que está conectado com ao meu envolvimento com a festa, já desfilei em escola de carnaval de Porangaba, interior de São Paulo, já segui o cordão “Vermelho e Branco” em Socorro também no interior, mas há quatro anos a paixão ficou mais forte, um grupo de amigos criou em 2008 o bloco João Capota na Alves, que toma as ruas de Pinheiros com muito batuque e irreverência, estar com os amigos é uma das coisas que mais amo e ver a quebra da rotina paulistana com seus carros e pressas dilacerada no meio das traquinagens carnavalescas é algo muito bonito, a partir disto “brincar” o carnaval passou a ter um novo sentido para mim.
Para completar no ano passado finalmente conheci o carnaval do Rio de Janeiro, que multiplica a experiência paulistana dezenas de vezes, porque a cidade e a população respiram carnaval, em um movimento que toma as ruas e os espaços mais inusitados: é divertido ir comprar café da manhã no supermercado e se deparar com uma senhora de cinquenta anos com uma máscara cheia de brilho, ver velhos e crianças brincando com intensidade, perceber a solidariedade feminina para fabricar paredões humanos para poder fazer xixi, entre outras coisas.
O carnaval é uma pausa, mas não uma mera pausa, como férias ou feriados prolongados, é um momento cheio de risos, cores e sons, que para mim traduzem alguns dos significados da palavra “vida”.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Festa lá no Rio Vermelho...


No dia 02 de fevereiro de 2004, eu estava em Salvador na Bahia, lá no Rio Vermelho e participei desta festa linda, que é a Festa de Iemanjá. Hoje estive vontade de estar lá novamente.

Engraçado que há oito anos, eu ainda usava uma máquina digital analógica e parti para esta trip apenas com um filme de 36 poses. Ao voltar para o hostel  do seu Robson onde estava hospedada com minha grande amiga Carol recebemos os presentes da sereia. Dias de verão coloridos e bonitos foram aqueles, é gostoso lembrá-los. Logo mais vou postar um Silvano Salles, para vocês conhecerem o hit do verão baiano destes tempos...




sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Abrindo os trabalhos de 2012...

Depois de pular as sete ondas na Terra do Sol e de alguns dias entregues ao "dolce far niente" e repletos de ótimos encontros, o Mira e a Mi voltam a ativa. Sinto a necessidade ir além das mirações derivadas do nosso cotidiano urbanóide e de me deparar com outras cores, sabores, sotaques, musicalidades e realidades, fui conhecer e andar um pouco pelo Ceará e Pernambuco e trago na bagagem algumas mirações que dividirei em doses homeopáticas. 
Compartilho um vídeo com Alex Costa, anfitrião do preciosíssimo Restaurante Big Bode, falando sobre o Alto do Moura: "O maior centro de artes figurativas das Américas".
Um excelente ano para todos nós!!